<Yago> Me ensine a jogar contra os Crackers! - pediu Yago, pelo teclado.
<Hacker IP> Hahahahahahahahaha. Garoto, apenas reinstale seu computador e esqueça o aprendizado.

<Yago> Qual o motivo da risada?
<Hacker IP> Yago, você no mínimo é um viciado em jogos, que vai mal na escola, não estuda e quer apenas aprender para invadir outras máquinas. Já tentei ensinar no passado um outro jovem, mas perdi meu tempo. Ele se tornou um Cracker.

Meu grande erro foi ter ensinado apenas segurança em computação. Eu deveria ter ensinado mais sobre a vida, sobre ética, empreendedorismo, sobre os Hackers e sobre coisas nobres que fazem muita diferença na hora de optar-se pelo bem ou pelo mal. Veja, não tenho nada contra jogos. Eles têm seu lado bom, mas tudo que é demais faz muito mal.

<Yago> Mas, e se eu estudar? E se você me ensinar tudo isso também?
<Hacker IP> Tem um novo Cracker te invadindo e ele está usando seu computador para entrar na rede de sua escola. Não entendo... Não consigo identificar a origem dele. Desligue sua máquina agora. D aqui não posso fazer nada. Seu sistema operacional é muito limitado para eu poder te ajudar. Desligue seu computador agora, ele já entrou na sua escola!!!

<Yago> Não vou desligar! - Yago respondeu ao Hacker IP.
<Hacker IP> Yago, ele já invadiu sua escola e está alterando algo lá dentro que não consigo ver! Ele é muito bom e muito rápido. Já apagou os rastros dele, mas deixou os rastros de sua máquina na escola!

<Yago> Eu não acredito em você! - exclamou.
<Hacker IP> Então eu sinto muito. Sinto muito. Eu só quis ajudar...

As mensagens pararam e a tela do jogo voltou. Exatamente onde Yago tinha parado. Ele ficou observando o jogo, sem jogar. Era muito estranho tudo aquilo. Após uns 30 minutos, Yago ainda estava parado em frente ao computador, pensando sobre tudo que tinha acontecido. O sono veio. Yago desligou o computador e foi para a cama.

No dia seguinte, sua mãe o acorda para a escola, sem que Yago se lembre que tinha pensado na noite anterior em faltar na escola. Levanta-se, toma banho, café da manhã, conversa muito pouco com seus pais e vai para a escola. A escola fica muito próxima à Avenida Paulista e Yago mora no Paraíso: como sempre, ele vai a pé.

Já eram 11 da manhã e a aula era de História. Tudo parecia como sempre, até que o assistente da Diretora entra e pede para que Yago vá até a diretoria.

Yago já tinha estado lá por vários motivos. Cigarro, bebida, notas baixas e até agressão a um colega. O que seria dessa vez? Perguntava-se Yago, enquanto caminhava até a sala da direção. Subiu as escadas até o segundo andar, sempre acompanhando pelo assistente, e caminhou pelo corredor até a sala.
Quando entrou dechofre, tomou um susto...

"- Pai, o que o senhor está fazendo aqui?"

Na sala estavam o pai de Yago, a diretora, o responsável pela informática na escola e um homem alto, queimado de sol, de óculos escuros, com a barba serrada e vestindo um jaleco preto. Era possível perceber que o homem praticava algum tipo de luta.

"- Yago, como você pôde fazer isso comigo?" - perguntou o pai de Yago..

"- Fazer o que pai?"

"- Invadir os computadores da escola e apagar boa parte deles. Você tem que tirar notas boas estudando e não adulterando-as ???!!!!"

"- Mas pai, eu não fiz nada disso!!!"

Yago se lembrou da noite anterior. Ele contou toda a sua história, mas ninguém acreditou. Era um jovem rebelde e quase toda semana dava trabalho para todos na escola. Sempre acabava arrumando uma confusão. E por isso nunca teve razão. Nunca, até aquele momento. Mas ninguém lhe deu atenção...

 

 

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