'Maddog' visita Caixa Econômica Federal para conhecer solução de loterias usando Linux

Projeto é o primeiro no mundo a integrar sistemas lotéricos e financeiros no mesmo terminal e, em janeiro, bateu o recorde em número de transações

Clarice Coppeti acompanhou 'maddog' durante a visita à Caixa Econômica Federal
Clarice Coppeti acompanhou 'maddog' durante a visita à Caixa Econômica Federal

No dia 1 de dezembro de 2006, Jon 'maddog' Hall, presidente da Linux International, esteve, pela primeira vez, na capital brasileira e foi recebido pela equipe de tecnologia da Caixa Econômica Federal para conhecer o projeto de TFLs (Terminais Financeiros Lotéricos), que usa Linux/Debian nos terminais instalados nas Casas Lotéricas, e que funcionam - além de terminais lotéricos - como Correspondentes Bancários, realizando mais de uma centena de serviços financeiros.

Maddog foi recepcionado por Clarice Coppetti, vice-presidente de Tecnologia da CAIXA, e assistiu palestras proferidas por Paulo Maia, gerente de Padrões e Planejamento da Área de Arquitetura Tecnológica, Jair Silva, consultor Linux, e André Siqueira, gerente operacional, que explicaram o que é a Caixa Econômica Federal e como está estruturado o projeto das TFLs na instituição.

No atual modelo, os terminais financeiros lotéricos instalados nas Casas Lotéricas - num total de aproximadamente 25.000 - usam como sistema operacional o Linux, com a distribuição Debian.

"O uso do Linux/Debian em um projeto de tão grande importância merece atenção e precisa ser divulgado em todo o mundo para que os opositores do Linux vejam que é possível usá-lo em ambientes de missão crítica, como no sistema financeiro", ressalta 'maddog', grande divulgador do Linux ao redor do mundo.

Prova disso é que o sistema iniciou o ano de 2007 com números recordes. "Em 10 de janeiro, realizamos 23,4 milhões de transações em 12 horas, o que dá uma média de 1.000 transações por segundo", comemora Clarice Coppetti, referindo-se à quantidade de apostas para concorrer a mais de R$ 52 milhões, volume do segundo maior prêmio já pago pela Mega Sena (uma das nove modalidades de jogos oferecidos pela CAIXA). O maior foi de R$ 64,9 milhões, em outubro 1999, pago a um apostador de Salvador/BA.

O novo sistema de loterias e correspondentes bancários desenvolvido e administrado pela CAIXA é o primeiro e, por enquanto, único no mundo a usar Linux nos terminais que integram tanto as apostas lotéricas como as transações bancárias.

No mês de outubro, em Cingapura, durante um encontro mundial com outros 70 governos que administram suas loterias, a CAIXA apresentou seu sistema de loterias. Na ocasião, representantes de diferentes países se mostraram interessados em visitar o Brasil para conhecer em detalhes o sistema usado na instituição brasileira, com Linux e padrões abertos. O fato de integrar transações lotéricas e financeiras foi o que chamou a atenção dos participantes.

"Esse interesse de outros países em nosso sistema é um exemplo de como o software livre pode gerar demanda para as empresas brasileiras que prestam serviço em software livre", explica a vice-presidente de Tecnologia da CAIXA.

Em setembro, a CAIXA realizou um pregão eletrônico para a contratação de uma empresa especializada em software livre para prestar suporte técnico por 24 meses aos atuais e aos novos projetos da CAIXA que usam Linux e Br-Office. A 4Linux, empresa paulista especializada em treinamentos e serviços baseados em softwares livres com foco em segurança, foi a vencedora desse pregão e, desde 11 de outubro, vem trabalhando juntamente com a CAIXA nos projetos de software livre.

"Nos sentimos muito orgulhosos de poder trabalhar com a Caixa Econômica Federal, que tem uma equipe técnica visionária e competente. Em conjunto com os técnicos da 4Linux, acredito que surgirão novos projetos grandiosos e de sucesso como o de loterias", comemora Rodolfo Gobbi, diretor-geral da 4Linux.


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Cláudia Souza Bom

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